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Pavimentação Asfáltica versus Pavimentação com Piso Intertravado

A História do Piso Intertravado

O histórico dos pavimentos intertravados data de milhares de anos através do mundo, contendo registros de quase três mil anos a.C. da região da antiga Mesopotâmia atual região do Iraque e de dois mil anos a.C. no antigo império romano, onde utilizava-se um tipo semelhante para a pavimentação de vias que eram revestidas de pedras brutas.

Com o tempo houve uma evolução do pavimento de pedras brutas para pedras talhadas de forma manual e começaram a ser chamados paralelepípedos. Para que houvesse um melhor ajuste entre as peças durante o processo de pavimentação as pedras tinham de ser moldadas. A produção de pedras talhadas para a pavimentação possuía grande dificuldade pois era um processo artesanal e mesmo sendo trabalhada as peças ainda levavam um aspecto irregular o que deixava sua utilização no pavimento desconfortável. 

Pela dificuldade no processo de fabricação, foi iniciado o uso de peças pré-moldadas de concreto. Segundo pesquisas, as primeiras peças foram fabricadas ao final do século XIX e alguns registros de patentes foram feitas antes da 1ª guerra mundial. O avanço dos pisos intertravados se deu após a 2ª guerra mundial em um período de restauração principalmente na Alemanha e Holanda. 

A partir de 1950 os blocos evoluíram consideravelmente. As peças de concreto, no início, eram feitas para que ocorresse a substituição dos tijolos comuns com o tempo e suas vantagens se limitavam nos baixos custos e homogeneidade das peças. O crescimento das tecnologias utilizadas na fabricação e execução dos blocos aconteceu em 1960, na Europa e em conjunto com o mercado econômico, se espalhou para o restante do mundo. 

No Brasil, seu uso teve início na década de 1970 e desde então, houve avanços nas técnicas de produção dos blocos. A partir de 1980, a pavimentação com blocos intertravados de concreto difundiu-se em grandes proporções em todo o mundo. 

É possível usar o paver em praticamente todos os tipos de ambiente, pois possibilita grande harmonização tanto estética como estruturalmente. Em meados dos anos 90, os blocos intertravados que eram mais comuns na Europa, ganharam mais espaço no Brasil tanto nas calçadas como também em vias. 

O fator que possibilitou o grande desenvolvimento desse sistema, foi o equilíbrio ambiental, econômico e tecnológico, além de ser prático e confiável. 

 

A História da Pavimentação Asfáltica

A pavimentação asfáltica tem uma longa história, que remonta ao início do século XIX, quando o asfalto foi descoberto como um material de construção durável e impermeável. No entanto, foi somente em meados do século XX que a pavimentação asfáltica começou a se tornar amplamente utilizada em todo o mundo.

No final do século XIX, o asfalto começou a ser utilizado na pavimentação de estradas e ruas em várias cidades da Europa, como Paris e Londres. Em 1870, o primeiro pavimento de asfalto foi construído em Washington, D.C., nos Estados Unidos. Nos anos seguintes, outras cidades americanas, como Nova York e Filadélfia, também começaram a utilizar o asfalto na pavimentação de suas ruas.

Na década de 1920, a pavimentação asfáltica começou a ser utilizada em larga escala na construção de rodovias nos Estados Unidos, como parte do programa de construção de estradas nacionais do governo federal. Esse programa ajudou a estabelecer o asfalto como o material padrão para pavimentação de rodovias em todo o mundo.

Desde então, a tecnologia de pavimentação asfáltica continuou a se desenvolver, com a criação de novos tipos de asfalto e técnicas de construção que permitem a construção de pavimentos mais duráveis e resistentes. Hoje em dia, a pavimentação asfáltica é amplamente utilizada em todo o mundo em diversos tipos de projetos de construção, desde rodovias e aeroportos e estacionamentos.

 

A utilização do Piso Intertravado e do Piso Asfáltico

Atualmente, cada vez mais, blocos de concreto intertravados são usados para pavimentação, especialmente em logradouros públicos e privados. O crescimento na aplicação e uso dos blocos intertravados se deve às suas características, que incluem custo reduzido de reparo, reutilização e reaproveitamento de cerca de 94% das peças. 

Mesmo com o custo de uma obra nova sendo entorno de 18% mais caro que o pavimento asfáltico o uso da pavimentação com blocos de concreto intertravados ainda é mais vantajoso quando visto a longo prazo uma vez que ao se analisar a vida útil. 

Constata-se que os blocos de concreto são a melhor alternativa pois a vida útil deles é de no mínimo 20 anos enquanto a vida útil do pavimento asfáltico é de 8 a 12 anos. Ainda, quando se analisa o impacto ambiental da manutenção dos dois pavimentos, os blocos de concreto mais uma vez saem na frente pois possuem baixo impacto ambiental devido ao reuso das suas peças. 

Após sua execução o trânsito de veículos e pessoas pode ser liberado imediatamente, não havendo necessidade de um intervalo para a cura e a utilização. Não é necessário muito tempo de treinamento após a contratação da mão de obra pois são peças de relativa facilidade em sua montagem. 

Ambos os métodos possuem vantagens e desvantagens e a escolha entre eles dependerá do tipo de uso da área pavimentada e das necessidades específicas do projeto. A pavimentação asfáltica é geralmente mais adequada para rodovias e vias de alta velocidade, enquanto a pavimentação de intertravados é mais adequada para áreas urbanas com tráfego de pedestres e veículos mais leves. A pavimentação de intertravados também pode ser mais adequada em áreas onde a permeabilidade do solo é importante, como em projetos de gestão de águas pluviais.

 

Fontes Bibliográficas:

Eduardo Samuel da Costa Barbosa >> Leia Artigo Técnico na íntegra

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